O Jardim da Imaginação
Dizem que a imaginação é o único espaço onde o cérebro não impõe fronteiras. E era ali que Clara costumava se refugiar — entre ideias, cores e possibilidades que ninguém podia controlar.
Durante anos, tentou controlar tudo: os horários, os sentimentos, até o destino. Queria que a vida seguisse o roteiro que traçara na mente. Mas a cada tentativa, algo fugia do previsto — e o que era para ser segurança, virava prisão.
Um dia, ao observar uma planta crescendo torta na janela, percebeu: a natureza não teme o improviso. Ela se ajusta, se inclina para a luz.
Talvez a vida fosse assim também — feita de curvas, não de linhas retas.
Clara então aprendeu a diferença entre comandar e conduzir. Passou a escolher o que podia controlar: o gesto gentil, a paciência, o olhar esperançoso.
O resto, deixou para o tempo.
Afinal, o amanhã é apenas o hoje estendido — o instante em que ainda podemos agir e fazer a diferença.

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